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A lenda do chá

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A Lenda do Chá Diz a lenda que houve um tempo na China em que as pessoas morriam muito jovens. O imperador, Shen Nung, observando que em alguns povoados as pessoas tinham vida mais longa, enviou mensageiros para descobrir o porquê. Os homens concluíram que aqueles aldeões viviam mais porque tinham o hábito de ferver a água antes de bebê-la. Acreditando que a água fervida preservava a saúde, o imperador estabeleceu uma lei que obrigava todos a ferver a água que iriam beber. Certo dia, enquanto um serviçal fervia água para o imperador, algumas folhas de um arbusto próximo, carregadas pelo vento, caíram na vasilha e, misturadas com a água fervente, exalaram um aroma irresistível. O imperador, atraído pelo aroma, bebeu a infusão e achou que as folhas haviam sido enviadas como um presente dos deuses. Desse dia em diante, ele passou a acrescentar as folhas do arbusto à água quente, criando assim o chá. fonte: espie- UFRGS

Escravo Ésopo

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Ésopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Ésopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente: – Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado. – Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? – Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. Com a devida autorização do amo, saiu Ésopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se. – Meu amo, não vos enganei, retrucou Ésopo. – A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensin...

A fogueira.

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O mestre encontrou-se com os discípulos certa noite e pediu para que acendessem uma fogueira, para que pudessem conversar. -"O caminho espiritual é como o fogo que arde adiante de nós." - disse ele. -"Um homem que deseja acendê-lo, tem que se conformar com a fumaça desagradável que torna a respiração difícil e arrancar lágrimas do rosto. Assim é a reconquista da fé. Entretanto, uma vez o fogo aceso a fumaça desaparece e as chamas iluminam tudo ao redor nos dando calor e calma." -"E se alguém acendê-la para nós?" - perguntou um dos discípulos. -"E se alguém nos ajudar a evitar a fumaça?" -"Se alguém fizer isto, é um falso mestre. Que pode levar o fogo para onde tiver vontade ou apagá-lo na hora que quiser. E como não ensinou a acendê-lo, é capaz de deixar todo mundo na escuridão..." Fonte: Velho sábio . Imagem: Caderno de Matérias .

O Construtor de Pontes

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                    Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. - Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim. - Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta. - Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos. O irmão mais velho entregou o material e foi para a cida...

Reunião na Carpintaria

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Esses dias estava ouvindo uma rádio gospel. Nessa rádio diariamente o locutor conta parábolas, como Jesus contava. Contar histórias é a melhor forma de ensinar como diz Augusto Cury em um dos seus livros. O nome da parábola contada nesse dia era "A Carpintaria". A parabola era mais ou menos o seguinte: Um dia, ao sair da carpintaria o Grand e Carpinteiro , as ferramentas fizeram uma reunião. O Martelo era o presidente da reunião, até que uma das ferramentas o indagou: - Peço que o Martelo renuncie, porque ele é muito barulhento,atormenta os ouvidos com esse toc-toc-toc.. E um coral de ferramentas gritavam: - RENUNCIE, RENUNCIE, RENUNCIE, RENUNCIE!!!! E o Martelo foi obrigado a renunciar, mas disse ainda: - Se eu tenho que renunciar o Parafuso também tem, porque ele fica girando, girando, girando, é muito lerdo, ele deve renunciar também! E Parafuso renunciou... mas complementou: - Eu saio mas a Lixa também deve renunciar ... ela é muito áspera, desagradável, deve...

Coragem

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Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato. Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo do cão, por isso o mágico o transformou em cão. Então, ele começou a temer a pantera e o mágico o transformou em pantera. Foi quando ele se encheu de medo do caçador. A essas alturas, o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse: "Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem a coragem de um camundongo". É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, e sim a capacidade de avançar apesar do medo.