quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vovôs do Futuro

Já pararam pra pensar como serão os vovôs e vovós do futuro?

Aqueles velhinhos cheios de histórias ligadas a natureza, como: subir em arvores, lidar com animais, os brinquedos artesanais e seus recursos artesanais domésticos.

Histórias como a da minha avó que trabalhou colhendo tomates, usava seu uniforme escolar todo bonitinho (com saias, gravatinhas e tudo mais), estudou até a quarta série e que improvisava seus brinquedos. Ou como a do meu avô que comeu carne de cobra, nadava no rio, jogava bolinha de gude, empinava pipas quando jovem, tinha contato com animais selvagens e fazia travessuras super inocentes ligadas ao lugar onde ele morava.

Ou ainda como a vozinha do meu namorado que morou em sítio e até hoje tem seus animais como: tartaruga, papagaio, cachorro e alimenta muitos pombos escondida no quintal dos fundos.
Talvez meus filhos tenham  ainda um pouquinho de historias desse tipo para ouvir dos meus pais, mas e quando eu for avó?

Comecei a pensar nisso, as coisas que eu vou ter pra contar pros meus netos, que vão ser totalmente diferentes destas. O estilo de historias vão mudar muito, como hoje que já é difícil encontrar velhinhas fazendo crochê. As velhinhas de hoje já não querem assumir seus cabelos da "cor experiência", teem uma preocupação muito maior com a aparência comparando com as velhinhas de antes, penso eu.

Coisas que eu tive e penso que no futuro será um absurdo, me renderá boas histórias:
Tv de caixa, computador com 30 gigabytes, videocassete, discos de vinil e cds, internet discada, geladeira com gelo no freezer, molho de chaves, telefone com fio e creio que a maioria das coisas que eu uso hoje vão ser jurássicas. Imagine, os filmes que você assistiu no cinema, os desenhos da infância, as músicas, os famosos desta época, os políticos, a moeda e muitas outras coisas.

Também, o que te tornará uma lenda, como, o que você estava fazendo quando um avião derrubou as torres gêmeas. Eu tenho vontade de perguntar essas coisas a eles, o que eles faziam enquanto os nazistas fazem um holocausto de judeus, ou quando no Brasil houve os golpes de estado e tantos outros fatos.

Eu acho que a relação do meu sogro com o neto dele vai ser um tanto diferente, ele não gosta que chame ele de  sr. ___, ele é impessoal. Eu lembro que o meu avó já dispensava a benção, ele dizia que era coisa de velho. Eu imagino o meu sogro com uma relação impessoal com o seu neto, talvez disputando uma partida de vídeo game e com certeza ele vai ganhar porque ele vai ter experiência.

 Eu fui criada de um jeito que eu não consigo falar você, ou falar com uma pessoa mais velha apenas chamando pelo nome. Cheguei a conclusão que o chamar de "você", não quer dizer que você está faltando com o respeito ou que você tenha menos educação,    é apenas uma forma diferente de relação, o respeito nós vemos nas atitudes, não na forma de colocação das palavras, eu penso. Um exemplo de como eu falo e de como meu namorado falaria:
Eu: - Mãe, a senhora deixa eu sair hoje.
Meu namorado na mesma frase: - Mãe, você deixa eu sair hoje.

O modo de se direcionar com certeza mudará, mas o amor, respeito, admiração sempre estará vivo. Nossos anciões sempre serão os mais sábios e experientes. As histórias também continuarão sempre vivas, histórias diferentes, mas histórias.

Eu deixo este pensamento para guardarem nas suas mentes, este pensamento é uma pergunta, e a pergunta é:
Como será quando tudo o que eu tiver vivido for arcaico?
E quando meu netinho tiver que me ensinar a mexer em algo que eu não souber, talvez uma nova tecnologia? E quando minha pele não for tão esticada como é, e meus cabelos com cor?
Quando estiver com pouco folego, e pouca resistência.

Isso tudo será um privilégio para você, por incrível que pareça, chegar nesses tempos vai ser uma coroação por ter passado por todos os momentos que passou.
Eu quero um dia envelhecer.

2 comentários:

  1. Muito bom o texto, dá pra fazer uma boa reflexão. Imagina só que vivemos a história com todas essas guerras contra o terrorismo, contra os ditadores no Oriente Médio... E tudo isso será passado às gerações futuras, ao invés das histórias de gente que foi comido por onça no meio do mato, etc (isso quem contava era minha avó ;D).

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  2. Adorei o Blog, estou ficando por aqui, vc tem facebook?

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